Maucir Campanholi

Professor de História do Teatro

Maucir Campanholi começou a atuar como ator em 1978 no Grupo da Escola Técnica Federal do Paraná em Curitiba, e estreou profissionalmente em 1980 no Grupo Permanente do Teatro Guaíra, sob direção de Antonio Carlos Kraide.

Paralelamente ao trabalho como ator, passou a dirigir e escrever textos, processo que levaria em 1981 a fundação do Grupo Zen Rumo, com o qual dirigiu e atuou em diversas peças até 1986.

Durante esse período ele só se afastou do grupo para estudar interpretação nos EUA em 1982 e, na sequência, em 1983 quando viajou ao Japão, onde pesquisou teatro Nô e Kabuki, conheceu Kazuo Ohno e o Butoh, e participou como ator do grupo Bunnyu Inryoku de Shuji Terayama. Em 1985 conheceu o diretor Ademar Guerra com quem atuaria em diversos processos tanto em Curitiba quanto em São Paulo, para onde se mudou em 1986.

Logo ao mudar-se começou o curso de Artes Cênicas da ECA-USP. No ano seguinte, participou da equipe que assessorou a primeira visita de Kazuo Ohno ao Brasil, e entrou para o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) como assistente de direção de Antunes Filho, onde permaneceu até o início dos anos 90, dirigindo também seu próprio Núcleo. Em 1993 assumiu a direção do Indac, convidado por Antunes, posição em que permanece até hoje. De lá para cá também atuou no Indac como professor de Interpretação, Estética, Texto e dirigiu diversas peças, algumas delas também escritas por ele.

Paralelamente à sua atuação na escola entre outros trabalhos foi diretor de 1991 a 1994 de um dos Núcleos do Grupo Boi Voador. De 1998 a 2007 dirigiu, atuou e foi dramaturgista em peças do grupo Arnesto Nos Convidou. Na TV Cultura foi diretor de uma mini-série e de vários tele-teatros, alguns de sua autoria. Esses trabalhos tiveram a primeira exibição entre 2006 e 2011.

Nos últimos anos, além da direção do Indac, tem se dedicado a ensaios e pesquisas com um novo grupo que foca a linguagem pós-dramática e a interpretação do ator.

 

Luiz Eduardo Frin

É ator, formado pelo Indac Escola de Atores, cantor lírico, professor de teatro e de Tai Chi Chuan, mestre e doutor em Artes Cênicas pela Unesp (Universidade Estadual Paulista ‘Julio Mesquita Filho’), autor e diretor teatral. Como ator, atuou nos espetáculos O Fingidor (2013), escrito e dirigido por Samir Yazbek; Don Juan (2007), de Molière, direção de Roberto Lage; entre outros. Foi dirigido também por Mario Bortolotto, Marco Antônio Pâmio, Zé Henrique de Paula, Francisco Gomes e Marco Antônio Braz. Escreveu e dirigiu o espetáculo Eu, Machado e assinou a direção de outras peças, como A Memória dos Meninos, de Lucianno Maza; e A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca. Entre 2007 e 2009, trabalhou com Celso Frateschi e Roberto Lage como assistente de direção nos espetáculos Estação Paraíso, e O Vento que Vem. Dirigiu as óperas Carmen, de G. Bizet; e Candide, de L. Bernstein, com a Orquestra Sinfônica da USP (Universidade de São Paulo), regida por Ricardo Bologna e apresentadas na Sala São Paulo. No Teatro Municipal de São Paulo, atuou como cantor e diretor cênico da ópera La Barca Di Venetia per Padova, de Adriano Banchiere, regência de Naomi Munakata, fazendo assistência de direção na remontagem da ópera O Chapéu de Palha de Florença, com regência de Jamil Maluf.

É professor do Curso Profissionalizante do Indac desde 2002, nas disciplinas de Montagem, Interpretação, Estética e História do Teatro.

 

Susanne Walker

Professora de Estética e de Dramaturgia

Susanne Walker é performer, pesquisadora e professora de artes cênicas. Fez graduação, especialização e mestrado em Estudos da Linguagem, pela Universidade Federal do Paraná.
Nos anos 80, trabalhou como atriz, em montagens profissionais: “Um Tiro no Coração”, de Oswaldo Mendes; “Filme Triste”, de Vladimir Capela; “Natã, o sábio”, de Lessing; “Feche os Olhos e…”, de Renata Solnado. Com essa peça, foi indicada como atriz revelação (Prêmio APETESP).
Em 1989, ingressou no Centro de Pesquisas Teatrais para integrar a equipe de assistentes do diretor Antunes Filho, sendo responsável pela coordenação de um núcleo de pesquisa e montagem de Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector.
Nos anos 90, passou uma temporada em Berlim Ocidental como assistente de Peter Stein no lendário Teatro Schaubuehne, nas montagens de “Fedra”, de Racine, e “O macaco cabeludo”, de Eugene o’ Neill.
Logo após, participou de um workshop internacional para diretores, no Berliner Ensemble, Berlim Oriental. O texto “Mãe Coragem”, de Brecht, serviu de linha mestra.
De volta ao Brasil, cria e faz a direção geral do projeto “Rumo a Damaskus”, de August Strindberg, com formandos do INDAC Escola de Atores. A partir de 2008, integra o corpo docente da Escola, onde leciona Interpretação de Texto e Estética teatral. Desde 2012, integra o Coletivo Goya, com o qual montou “Armadilha”, de Ira Levin, e foi dramaturgista de “Incognito”, de Nick Payne.